“TEREMOS QUE DEPENDER DE NÓS” – PEDRO GORDON, GEA

Por Presstur, 15-10-2017 (23h32)

 

“Consideramos os GDS ainda dos melhores parceiros”

Mudanças no mercado como a introdução de taxas sobre reservas de voos em GDS fizeram as agências de viagens constatar que “já não há amigos, nem inimigos”, têm que depender das suas próprias valências, como a proximidade com o cliente, declarou o director-geral da rede de agências independentes GEA, Pedro Gordon.

“As agências de viagens perfil GEA têm que se focar no cliente. A mais-valia e a grande vantagem competitiva de uma agência de viagens pequena é a proximidade com o cliente”, começou por dizer Pedro Gordon aos jornalistas durante a XIII Convenção do Grupo GEA, este fim-de-semana em Viseu.

Na sua visão, as agências mais pequenas têm mais facilidade em aproximar-se do cliente do que as grandes redes, “porque [nessas] há rotação, porque são funcionários”, enquanto nas pequenas “o dono atende o cliente e está hiper motivado”.

“A tecnologia é uma ameaça, sim, mas quem estiver próximo do cliente assegura o futuro ao longo dos anos. Logicamente tem que estar apoiado num produto bem comprado”, frisou Pedro Gordon.

O encontro das agências GEA em Viseu serviu para reforçar essa ideia, sobretudo num cenário em que “já não há amigos nem inimigos, já não há bons nem maus, cada um olha para o seu umbigo”.

“Havia companhias aéreas que até à data eram amigas, [mas] agora começou a Lufthansa a penalizar a utilização dos GDS, no mês de Novembro vai ser o grupo IAG… Bom, no fundo chegámos à conclusão de que não podemos esperar nada das companhias”, rematou.

Perante este cenário, Pedro Gordon diz que as agências de viagens têm que resolver os seus próprios problemas, dando “satisfações aos nossos clientes” e deixando “de nos lamentar com as atitudes de terceiros”.

“Temos que ser responsáveis e abordar as dificuldades no caminho, contornar e ultrapassar. E teremos que depender de nós. Não podemos depender de terceiros. Obviamente que consideramos os GDS ainda dos melhores parceiros e vamos tentar continuar a ser utilizadores e parceiros dos GDS. E vamos tentar defender estas ferramentas”, concluiu Pedro Gordon.

A juntar à proximidade com o cliente, o director da GEA defende que a solução das agências de viagens passar também pelos desenvolvimentos tecnológicos, que na rede que lidera inclui “ferramentas cada vez mais evoluídas” para a venda de pacotes dinâmicos, que incluem acesso a companhias aéreas tradicionais e low cost, bem como a bancos de camas parceiros do grupo.

“Estas ferramentas ajudam a serem mais competitivos”, tornando “ágil, rápida e eficiente a venda”, garante Pedro Gordon.

“Num negócio em que as margens são modestas, o controlo de custos é brutal, e se estás quatro horas para vender um pacote de mil euros que deixa uma margem de 120 euros, estás a perder dinheiro. É preciso ser ágil, rápido e eficiente”, concluiu.

Categorías: 

As nossas agências